Conheça a Cabine de Flutuação do Hotel Lusitano
Imagine-se num ambiente de intimidade e segurança, onde apenas tem que flutuar, sem qualquer esforço.
Instalada dentro do complexo do SPA, a cabine de flutuação do Hotel Lusitano é um tanque em fibra de vidro com 2.45m de comprimento, 1.35m de largura, 2.13m de altura que permite ao cliente levantar-se dentro da cabine, eliminando assim a “sensação de estar fechado”.
Ao contrário de uma cápsula de flutuação, esta cabine tem uma porta que permite a entrada e saída de pessoas com facilidade. Com 600Lt de água e 300Kg de Sal Epsom (sulfato de magnésio), dentro da cabine ficam apenas 25cm de água. Deste modo, o corpo flutua sem esforço e sem peso, ficando em gravidade zero. A água é aquecida permanentemente à temperatura do corpo e o Sal Epsom permite amaciar a pele sem enrugar.
O que é flutuar?
A flutuação permite atingir um estado de relaxamento profundo que só é conseguido por quem tem vários anos de prática de meditação.
Após um duche, entre na cabine de flutuação. Sente-se devagar e deite-se suavemente de costas até a cabeça descansar na almofada pneumática ou simplesmente tocar a água, deixando o seu corpo ficar a 1/3 acima do nível da água. O seu cérebro fica liberto e durante a sessão consegue anular pressões exteriores e concentrar-se apenas no seu bem-estar.
Quando e como surgiu a Terapia da Flutuação?
Os primeiros tanques ou cabines de flutuação foram desenvolvidos na década de 50 por pesquisadores do National Institute of Mental Health – NIMH (Instituto Nacional de Saúde Mental) de Washington, EUA. Só na década de 70 é que chegam ao mercado. Durante estes 30 anos as cabines de flutuação eram apenas instrumentos de investigação científica e o seu uso limitava-se a pesquisas em universidades e centros de tecnologia.
Em 1954, o neuropsiquiátra e psicanalista Dr. John Lilly, interessado na origem da actividade consciente do cérebro, realizou um estudo para o Governo dos EUA, construindo um dispositivo experimental de "Flutuação de Isolamento Sensorial" onde se pretendia analisar o comportamento do cérebro humano privando-o, tanto quanto possível, dos estímulos sensoriais externos. O resultado foi a redução do trabalho do cérebro, mantendo a sua actividade. Descobriu que os efeitos da gravidade e a leitura dos sentidos ocupam até 90% de toda a actividade do sistema nervoso central.
Através de um electroencefalograma é possível medir a actividade eléctrica do cérebro onde se podem distinguir 4 escalas de frequência. Beta, em actividade cerebral intensa. Alfa, em actividade cerebral própria um estado de calma, relaxamento. Delta, a dormir e a sonhar. E a frequência Theta, actividade cerebral que ocorre nos momentos antes e depois do sono ou em estados de meditação profundos. Uma vez que em condições normais, o cérebro funciona no registo de ondas theta durante períodos muito breves, era difícil aos cientistas medir quais os efeitos no organismo e no cérebro desse tipo de funcionamento. Ao verificar-se que durante o tempo em que se flutua, num ambiente de privação sensorial, o cérebro é induzido a funcionar em ondas theta, passou a ser possível fazer essas medições.
Com o ambiente de privação sensorial e ausência de gravidade dentro da cabine, a mente relaxa para além do estado alfa e facilmente atinge o estado de ondas theta. Durante este período, é favorecido o equilíbrio dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro, a libertação de endorfinas (relacionados com a Redução da Dor, Stress e Ansiedade), a estimulação da criatividade, o aumento da concentração e da capacidade de aprendizagem. É também conseguido um profundo estado de paz interior e de bem-estar generalizado.
Além da flutuação, a única forma de induzir o cérebro a funcionar em ondas theta, durante longos períodos de tempo, é através da meditação profunda. Os monges budistas funcionam nesse registo cerebral enquanto meditam. Assim, é óbvia a relação entre os efeitos de paz interior e equilíbrio emocional resultante da flutuação.
Relaxamento profundo
A maior parte da carga normal de trabalho do cérebro humano é originada por estímulos exteriores e rotineiros que combinam efeitos da gravidade, temperatura, tacto, sistemas nervoso e órgãos de sensibilidade do corpo humano. A flutuação elimina grande parte destes estímulos físicos externos, criando um estado de relaxamento a nível sensorial. Sob estas condições únicas, o corpo tem a oportunidade de restaurar o seu poder natural de auto-regulação. Enquanto se está a flutuar, os ouvidos ficam abaixo da linha da água eliminando os sons externos.
A temperatura dentro da cabine é mantida a 35,5°C, que é a temperatura da pele. Como resultado disto, as terminações nervosas que cobrem a superfície da pele não percebem a separação entre a própria pele e a solução mineral que a envolve.
Livre dos estímulos externos, o corpo humano pode atingir um estado de relaxamento que é mais profundo, puro e benéfico que o sono. Sem o corpo para se preocupar, a mente pode cuidar de outras coisas.
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